Arrasta-me na calçada
Recria-me sem pudor
Arranca-me as proteções de minha casca invisível
Fere-me todas as feridas sem qualquer misericórdia
Relembra-me minhas falhas e desacertos
Traz para mim a criança não criada
A idéia não realizada
O sonho não sonhado.
Diz para mim de sua decepção em me saber
incompleta e insegura
Segura minhas ancas e me sacode com crueldade.
Diz de minha incompetência
Fala de minha ânsia patética de amar.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
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